ÉTICA, DIGNIDADE E CORDIALIDADE: Uma diretriz em tempos obscuros

Numa síntese bem simples, diz-se dos direitos humanos quando estamos referindo aos direitos inerentes a todos os seres humanos justamente pelo fato de ser humano. Dentre tais direitos, estão o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, além de muitos outros.

Fácil concluir, portanto, até pela natureza dos direitos tutelados, que sua fruição independe de religião, etnia, sexo, idioma, formação acadêmica, nacionalidade, origem ou classe social, opinião política ou de qualquer outra condição.

Segundo a Organização das Nações Unidas – ONU Brasil[1], algumas das características mais importantes dos direitos humanos são:

  • Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa;
  • Os direitos humanos são universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas;
  • Os direitos humanos são inalienáveis, e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante de um tribunal e com o devido processo legal;
  • Os direitos humanos são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros;
  • Todos os direitos humanos devem, portanto, ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa.

Ética, Dignidade e Cordialidade constitui o lema e a bandeira do Sistema Tempo de Ser – Educação de Essencialidades, que tem suas raízes nos direitos humanos e se torna relevante sua evocação como diretriz segura de auto-observação e auto avaliação de atitudes, posturas e manifestações em face do atual cenário político do nosso país.

Na perspectiva de que a pedagogia Educação de Essencialidades influencia a sociedade, podendo contribuir para a sua transformação, entendemos não haver polarização ou contradições acerca do que seja um comportamento ético, digno e cordial nos labirintos da convivência e relações humanas.

Assim sempre e em qualquer circunstância será incompatível com a ética, com a dignidade e com a cordialidade o fortalecimento das desigualdades sociais, a incitação ou defesa da violência física ou moral, o uso de armas, a supressão de direitos, a recusa ao diálogo, o compartilhamento de notícias falsas (fake news), a  intimidação, a ameaça, a discriminação e o preconceito de raça, cor, etnia, classe social, religião, sexo, orientação sexual, nacionalidade, regionalidades e mesmo a neutralidade, a permissividade e a condescendência diante da ignorância, do erro, da ausência de princípios e valores e da indevida exclusão do diferente.

A identidade do Sistema Tempo de Ser – Educação de Essencialidades é construída continuamente, a partir de princípios ético-políticos e educacionais, e para isso utiliza e oportuniza a todos os indivíduos, dele integrante, momentos de auto avaliação e consequente autoconhecimento.

Esse é um desses momentos. Momento de observar, avaliar e constatar quais são os princípios, valores, crenças e conceitos que guiam nossas ações, posturas e manifestações e verificar sua compatibilidade com um comportamento ético, digno e cordial.

 

Diretoria do Sistema Tempo de Ser –Educação de Essencialidades

[1] In: https://nacoesunidas.org/direitoshumanos Consultado em 13/10/2018

7 comentários em “ÉTICA, DIGNIDADE E CORDIALIDADE: Uma diretriz em tempos obscuros”

  1. Ricardo Fonseca

    Excelente e oportuno!
    Quantas vezes, na ânsia de defender nossas opiniões, acabamos por extrapolar os limites do respeito, da ética e da cordialidade…

  2. Carlos Roberto de moraes

    Marlete, gostei e grande parte desse texto tem também na Constituição de 1988. Dos direitos e deveres individuais e coletivos. Mas foi uma boa leitura . Abraços.

  3. Cléria Custodio Gonçalves

    Por um momento achei q não iriam se posicionar diante da realidade atual. Ainda mais por grande parte de seus integrantes estarem propagando e apoiando aqueles q contradizem tudo acima citado. Fico feliz de ver em mim a possibilidade de um dia voltar a sentir consonância com o tempo de ser. Obrigada!

  4. Sérgio Motta

    Não concordo que o uso de armas seja incompatível com a ética, nem com a dignidade e a cordialidade; o próprio artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”, portanto é um direito do indivíduo exercer a sua legítima defesa em caso de ameaça à sua vida e a sua integridade, respondendo à altura e de forma compatível com a ameaça recebida – se necessário, através do uso de armas. Privar o indivíduo desta premissa, como fazem os Estados chamados “progressistas”, é sim uma forma de supressão de direitos, algo que o próprio texto condena.

    Cabe ao Estado a fiscalização do uso das “ferramentas”, garantindo que sejam utilizadas para o fim que se destinam. Veículos são destinados ao transporte, e como tal temos direito de conduzi-los; se uso meu carro para deliberadamente atropelar e matar alguém, existem mecanismos na lei que garantem que serei julgado, condenado e punido. Da mesma forma, tenho o direito de possuir e portar armas para a minha defesa e do meu patrimônio. Se eu fizer qualquer outro uso delas, com quaisquer outras finalidades, cabe ao Estado da mesma forma aplicar a lei e a respectiva punição.

    O que não podemos é preconceituar que todo indivíduo portador de uma arma é um bandido, um malfeitor, como se não fosse dotado de razão nem consciência (contrariando, inclusive, o artigo 1º da própria Declaração Universal dos Direitos Humanos).

  5. Luely eildemberg

    Grande parte das pessoas não desaceleram na lida de seus afazeres, não param para a contemplação e não percebem a sua humanidade!

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