Plano Institucional

Novos Horizontes da Sensibilidade


Será pela educação, mais ainda que pela instrução, que se transformará a Humanidade.

Allan Kardec, 1868

1. Apresentação

O Projeto Tempo de Ser - PTS é um empreendimento que promove estudos e pesquisas acerca dos fenômenos psíquicos e seu impacto no comportamento e nas relações humanas, tendo por objetivo constituir uma nova pedagogia que denomina “Educação de Essencialidades” que nada mais é do que a organização e descrição de um método ou conjunto de métodos para o autoconhecimento que estimula no indivíduo, o seu potencial de Inteligência Mediúnica, capacitando-o a elaborar e desenvolver um projeto pedagógico individual, isto é, um projeto que atenda às suas próprias necessidades de autoconhecimento.

Um projeto de educação sob essa vertente e magnitude requer a ousadia mesmo de inventar e percorrer um caminho muito próprio, exigindo a criação de estruturas, ambientes, processos e recursos voltados inteiramente para o individuo.

E nesse sentido, um plano institucional é o instrumento que torna esse objetivo educacional possível de ser realizado, oferecendo diretrizes e balizas, ordenando metas e ações e, mais que isso, prevenindo a alienação e fragmentação dos indivíduos envolvidos nessa construção em face da finalidade do Projeto Tempo de Ser.

Este Plano Institucional - PI é construído coletivamente vez que se estrutura e se molda pelo movimento dos indivíduos que, em si mesmos, tornam-se simultaneamente sujeitos e objetos do próprio Plano Institucional - PI, que sob esta perspectiva, tem o dinamismo que lhe é peculiar, podendo ser revisto, modificado ou alterado para atender às novas concepções sobre a proposta pedagógica da instituição ou outros aspectos que se refiram ao seu próprio aprimoramento.

O Projeto Tempo de Ser - PTS pretende que com este plano institucional fique evidenciado sua desvinculação das modalidades de formação estabelecidas pela educação escolar (educação básica, superior e técnica), dedicando-se exclusivamente a construção de uma pedagogia que colabore para que os indivíduos sejam reconhecidos como inteligências autoconscientes e sensíveis e por sua postura ética, digna e cordial, fruto dos esforços que fazem para se conhecer.

1.1 Contextualização da Instituição

  • Nome: Projeto Tempo de Ser – Educação de Essencialidades
  • Endereço: Rua São José, 490 – Sala 2 – Centro
  • Cidade: Birigui – SP
  • CEP: 16200-104
  • Fone:
  • E-mail: contato@tempodeser.org.br
  • Razão Social: Comissão Gestora do Projeto Tempo de Ser – Comge/PTS
  • CNPJ: 12.941.368/0001-33
  • Registro em Cartório: 24/11/2010 – Registrado sob o nº 4106

1.2 Breve Histórico da Instituição

O Projeto Tempo de Ser teve inicio com as movimentações embrionárias do grupo denominado “Caminheiros em Busca da Paz”, sediado em Presidente Prudente, que promovia estudos da doutrina espirita e desenvolvia atividades de assistência e de benemerência em favor das famílias de seu entorno.

Dos estudos, trabalhos e práticas desenvolvidas ao longo dos anos, surge a necessidade de aprimoramento e ampliação das atividades que adquirem um caráter educacional, envolvendo infantos, jovens e adultos e nesse período, já com conteúdos de estudos mais estruturados, a associada fundadora Marlete Wildemberg Santos Moreira, em conjunto com outros integrantes do grupo inicia um trabalho de exposições, sendo convidada a palestrar sobre temas variados nas casas espíritas da região.

Os conteúdos apresentados chamaram a atenção e a partir daí, alguns grupos confluíram a Caminheiros com o interesse de conhecer mais profundamente os métodos desse grupo. O fluxo de novos interessados exigiu a organização de eventos semestrais, chamados de “encontros”, para apresentação das suas ideias e trabalhos.

Como consequência desses movimentos agregaram-se os grupos destas outras outras regiões, dentre elas, do Estado de São Paulo, das cidades de Mirante do Paranapanema, Duartina, Bauru, Birigui, São José dos Campos, Santa Branca, Taubaté e São Paulo; do Estado do Paraná, Londrina; do Estado do Mato Grosso do Sul, Nova Andradina e Dourados, que integrando a proposta educacional, replicavam as informações e conteúdos em seus próprios grupos.

Com a reunião dos grupos, no ano de 2007 foram traçadas as primeiras ideias do que foi chamado, naquele momento, de “Educação Cristã”, bem como foram organizados os conteúdos que resultaram no primeiro seminário sobre “Inteligência Mediúnica” e, ainda em plano embrionário, foram delineados aspectos de um projeto que ficaria conhecido como “Escola do Espírito”.

Esse projeto, em linhas gerais, convidava os participantes a repensarem seus princípios, objetivos, projetos e atividades atuais levando em consideração que a dor e o sofrimento que as atividades benemerentes até então desenvolvidas tentavam extirpar, pareciam multiplicar-se por retroalimentação. E mais, as mesmas dores e angústias psicológicas que sofriam os atendidos acometiam os atendentes.

Desde então, os grupos se organizaram como “Escolas do Espírito” e buscaram, na prática, estabelecer as bases dessa nova ideia iniciando uma nova fase de diálogos, almejando estruturar as movimentações naquela comunidade nascente, fator que em setembro de 2009 culminou no reconhecimento e nomeação de duas comissões: uma gestora e outra organizadora, que mais tarde se fundiriam em um único grupo de gestão – Comissão Gestora - com atribuições de organização, gestão e administração geral das propostas das Escolas do Espírito, buscando a unificação de métodos para o seu desenvolvimento.

Em maio de 2010, a Comissão Gestora, com o objetivo de unificar todos os projetos em andamento na sua comunidade, apresenta o “Projeto Tempo de Ser – Educação de Essencialidades”, que em suas bases sintetizava todas as anseios, ideias e conteúdos desenvolvidos até então, apresentando uma proposta educacional inovadora e convidativa.

Estabeleciam-se, a partir daí, os delineamentos do Projeto Tempo de Ser – Educação de Essencialidades, como instituição organizada e que culmina neste plano institucional, que representa a síntese conclusiva temporária de um período de seu desenvolvimento.

1.3 - Endereços de Funcionamento da Instituição

  • Núcleo de Aprendizagem de Presidente Prudente

Rua Ângelo De Ré, 550 - Watal Ishibashi - Presidente Prudente – SP

  • Núcleo de Aprendizagem de Bauru

Rua Carlo del Plete, 14-25 - Jardim Europa - Bauru – SP

  • Núcleo de Aprendizagem de Birigui

Rua São José, 490 – Centro – Birigui-SP

  • Núcleo de Aprendizagem de Londrina

Rua Alfredo Batini, 251 – Jardim Campo Belo – Londrina – PR

  • Núcleo de Aprendizagem de São José dos Campos

Avenida Paraíso, 214 – Jardim Paraíso – São José dos Campos - SP

2.0 Filosofia Institucional

“Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos – e não sem motivo. Nunca nos procuramos: como poderia acontecer que um dia nos encontrássemos? Com razão alguém disse: “onde estiver teu tesouro, estará também teu coração”. Nosso tesouro está onde estão as colmeias do nosso conhecimento. Estamos sempre a caminho delas, sendo por natureza criaturas aladas e coletoras do mel do espírito, tendo no coração apenas um propósito – levar algo “para casa”. Quanto ao mais da vida, as chamadas “vivências”, qual de nós pode levá-las a sério? Ou ter tempo para elas? Nas experiências presentes, receio, estamos sempre “ausentes”: nelas não temos nosso coração – para elas não temos ouvidos. Antes, como alguém divinamente disperso e imerso em si, a quem os sinos acabam de estrondear no ouvido as doze batidas do meio-dia, e súbito acorda e se pergunta “o que foi que soou?”, também nós por vezes abrimos depois os ouvidos e perguntamos, surpresos e perplexos inteiramente, “o que foi que vivemos?”, e também “quem somos realmente?”, e em seguida contamos, depois, como disse, as doze vibrantes batidas de nossa vivência, da nossa vida, nosso ser – ah! e contamos errado… Pois continuamos necessariamente estranhos a nós mesmos, não nos compreendemos, temos que nos mal entender, a nós se aplicará para sempre a frase: “Cada qual é o mais distante de si mesmo” – para nós mesmos somos “homens do desconhecimento”…

NIETZCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da Moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.7

O marco referencial da construção desta proposta educacional para um grupo de indivíduos nasceu da resposta ao forte questionamento elaborado por inteligências extra-corpóreas:

“Até quando permanecereis desconhecidos de si mesmos?”

O desenvolvimento humano, impulsionado pelo crescimento cerebral, alcançou altos níveis de progresso, nos permitindo conhecer senão tudo, quase tudo quanto existe no contexto planetário. Porém, uma questão fundamental permanece sem resposta objetiva: Que somos nós?

A ausência de resposta a tal questão pressupõe nossa total ignorância sobre o sentido, o significado e o fundamento de ser ou estar humano, afinal, o que justifica tudo isso se definitivamente vamos morrer?

A partir daí surge a necessidade de saber, que se manifesta na busca pela informação, pelo desenvolvimento do conhecimento, do entendimento e da compreensão desta unidade complexa que ao mesmo tempo é fisiológica, psicológica e psíquica.

O ser humano e a condição de vida humana passam então a ser objeto fundamental de toda aprendizagem, fator que justifica a estruturação de uma proposta educacional que descreve métodos e organiza ambientes, processos, recursos e didáticas para que os indivíduos percebam a necessidade do autoconhecimento, ou dito de outra forma, percebam o quanto são desconhecidos de si mesmos e em que medida isso os impede a experimentação de formas mais aprimoradas de viver e de se relacionar.

A filosofia do Projeto Tempo de Ser se concebe então como histórica-progressiva pois pensa e reconhece o autoconhecimento como necessidade evolutiva e progressiva da humanidade, tendo por princípio e fundamento o indivíduo em si mesmo, considerado em todo o seu contexto evolutivo-progressivo e em sua peculiar capacidade de sentir, potencialidade que o torna único e, portanto, com necessidades íntimas que lhe são singulares e que precisam ser reveladas por si e para si mesmo.

Fica explicitado assim, que o compromisso não é somente com a produção do conhecimento teórico, conceitual que se compartilha livremente ou não, mas sim com a admissão e o suprimento da necessidade autoconhecimento, isto é, com o conhecimento sobre o homem que estamos através de ações inteligentes, explicando um universo invisível e atuante junto com o visível, desenvolvendo, por consequência, a compreensão de nossa natureza íntima.

Tal filosofia tem caráter transformador, pois está fundamentada no aprimoramento das formas de manifestação e na progressividade da capacidade de sentir, ou seja, à medida que o individuo conhece a si mesmo, altera o seu estado de consciência e educa-se.

Educando-se, reduz comportamentos que identifica como prejudiciais a si e ao meio, implantando uma sociedade de gênios que trabalham por si na mesma proporção em que trabalham para aprimorar o meio em que estão inseridos.

3.0 Princípios Fundamentais

A identidade do PTS é construída continuamente, a partir de princípios ético-políticos e educacionais. Tais princípios, fundamentam seus elementos estruturais e refletem-se nos seus planos, projetos, procedimentos, ações, práticas, bem como nos valores e atitudes da Comunidade, nas relações entre os indivíduos que a compõe e destes com todos os ambientes onde estão inseridos.

Esses princípios, entre outros são:

Princípio Pedagógico Educacional

A instituição adota o denominado princípio pedagógico educacional que possui dimensão de peso ou importância altamente relevante, vez que imanta, baliza e sustenta os seus próprios elementos estruturais, dado o entendimento de que somente há educação se todos estiverem comprometidos em educar-se.

Assim, todas as práticas e demais princípios da instituição dele são derivados, estabelecendo-se intrínseca relação de conexão e coerência. Para tanto é preciso o compromisso e a firme vontade de realização dos propósitos, pois a ideia não é simplesmente debater, transmitir informações ou estímulos de autoajuda, mas observar, registrar, organizar, diagnosticar necessidades para descrição de um método ou um conjunto de métodos que assegurem o autoconhecimento e a adaptação recíproca entre aquilo que se tornou conhecido e os próprios indivíduos, adaptação que se traduza em prática comum no meio que o indivíduo está inserido, enfim, uma nova pedagogia.

Assim, todo movimento no Projeto Tempo de Ser é o desenvolvimento da Educação de Essencialidades. E isto significa que todas as ações da instituição, indistintamente, serão incorporadas por este princípio, contendo e servindo em si mesmas como método pedagógico educacional para os indivíduos que a integram.

Princípio da Progressividade

Todo elemento – organizacional, administrativo, pedagógico – do Projeto Tempo de Ser deve observar a natureza, características e necessidades de seus integrantes, guardando proporcionalidade e respeito ao índice de progressividade dos indivíduos que o integram.

Princípio do Reconhecimento

Todo elemento – organizacional, administrativo, pedagógico – do Projeto Tempo de Ser deve resultar da liberdade de consciência de cada indivíduo dele integrante, ou seja, deve ter origem nas convicções, necessidades e caracteres manifestos por seus integrantes.

Princípio do Bem Comum

Todo elemento – organizacional, administrativo, pedagógico – do Projeto Tempo de Ser tem por princípio, meio e finalidade única o indivíduo dele integrante, porém, deve visar e oportunizar o desenvolvimento de toda a coletividade.

Princípio da Não Exclusão

Todo elemento – organizacional, administrativo, pedagógico – do Projeto Tempo de Ser deve oportunizar ao indivíduo, dele integrante, momentos de auto avaliação e consequente autoconhecimento, de modo a não constrangê-lo a processos dos quais ele não participa inteligente e conscientemente e, ao mesmo tempo, estimulá-lo ao reconhecimento das consequências (sequência de fatos) daí resultantes.

Princípio da Prevenção

Todo elemento – organizacional, administrativo, pedagógico – do Projeto Tempo de Ser deve considerar que a movimentação do indivíduo dele integrante acontece num estado de total inconsciência e, portanto, deve conter e estabelecer métodos preventivos, reconhecendo que tal movimentação aciona e cria diversos campos de possibilidades que não lhe não perceptíveis pelos sentidos físicos.

4.0 Elementos Estruturais

O caráter fundamental da Educação de Essencialidades é o de considerar que o ser humano constitui-se por três áreas de manifestação: psíquica, psicológica e fisiológica. Tomando para si essa referencia, o Projeto Tempo de Ser também é considerado um organismo vivo que manifesta-se em um corpo integrado por elementos estruturais indissolúveis e inter-relacionados: elemento organizacional (fisiológico), elemento administrativo (psicológico) e elemento pedagógico (psíquico).

Isto significa que a instituição se movimenta num espaço permanente de diálogo, integração, conjugação e articulação entre os elementos que o constituem, estimulando a revisão de paradigmas sobre o ser humano e suas relações com o meio em que está inserido.

4.1 Elemento Organizacional

Comunidade

A vida em sociedade é uma lei natural. No isolamento, o progresso e a preservação ficam ameaçados, e, por isso, a vida de relação é uma necessidade.

Quando indivíduos se relacionam a partir de interesses e necessidades comuns, passam a formar uma comunidade e, assim, da comunhão do interesse e da necessidade de se criar uma nova forma de viver e relacionar-se, surgiu a Comunidade do Projeto Tempo de Ser.

Esta Comunidade tem um traço distintivo, pois, apesar de surgir como forma de delimitação, não estabelece territórios, mas cria um campo de observação e visão ampla sobre o espaço criado, oferecendo foco para a ação da Inteligência na observação e identificação do padrão de comportamentos e relacionamentos.

Na integral percepção de que o seu progresso depende da forma como vive e se relaciona, esta Comunidade, além de se submeter aos poderes e autoridades constituídos, e respeitá-los integralmente, propõe-se, nas suas relações internas e externas, a praticar e desenvolver uma visão dilatada e profunda dos pilares que a sustentam, ou seja, uma nova compreensão do que seja o Direito, a Educação, a Política e a Saúde, criando sistemas que tornem os seus integrantes sensíveis pela Vida em suas múltiplas manifestações.

Nessa perspectiva, a Comunidade somente se constitui pela integração de duas partes indissociáveis: os Núcleos de Aprendizagem e os Educadores de Essencialidades.

Núcleo de Aprendizagem - NA

​São constituídos em conformidade com as movimentações dos indivíduos que o integram, ou seja, por gradações progressivas que respeitam a proporcionalidade do seu comprometimento e vinculação aos objetivos do Projeto Tempo de Ser.

NA - Gradação 1

Educadores de Essencialidades, vinculados ao Núcleo de Aprendizagem que lhe serve de referencia, que se reúnem periódica e sistematicamente para estudo de atividades do ambiente teórico do Projeto Tempo de Ser.

NA - Gradação 2

Educadores de Essencialidades vinculados entre si, com estatuto próprio e registrado junto aos órgãos públicos competentes, constituindo uma unidade de funcionamento da instituição, isto é, laboratório para pesquisa, experimentação e prática das suas ideias, propostas, programas e métodos, fator que o torna apto a referenciar os Núcleos de Aprendizagem da gradação anterior.

NA - Gradação 3

Educadores de Essencialidades vinculados entre si, com estatuto próprio e registrado junto aos órgãos públicos competentes que além de se constituir em unidade de funcionamento da instituição, produz conhecimento metódico e sistematizado de sua especialidade e que contribui para a constituição da pedagogia Educação de Essencialidades, fator que os tornam aptos a referenciar os Núcleos de Aprendizagem da gradação anterior.

Educadores de Essencialidades - EE

São os indivíduos que integram e constituem os Núcleos de Aprendizagem. São caracterizados por gradações progressivas em conformidade com a sua movimentação individual e participação nos ciclos de autoaprendizagem:

EE - Gradação 1

São os indivíduos que desenvolvem o ciclo de autoaprendizagem I, participando de atividades do ambiente teórico que lhe apresentam os referenciais do processo de autoaprendizagem.

EE - Gradação 2

São os indivíduos que desenvolvem o ciclo de autoaprendizagem II, participando de atividades dos ambientes teórico, laboratorial e prático que lhe promovem ao aprofundamento nos referenciais do processo de autoaprendizagem.

EE - Gradação 3

São os indivíduos que desenvolvem o ciclo de autoaprendizagem III, participando de atividades dos ambientes teórico, laboratorial e prático que promovem a consolidação em si dos referenciais do processo de autoaprendizagem.

4.2 Elemento Administrativo

Para atingir seus objetivos do Projeto Tempo de Ser, esforça-se para desenvolver e praticar uma forma de gestão que possa espelhar suas propostas educacionais.

Assim, tomando em conta o modelo de manifestação da Vida, adota método próprio de gestão que denomina “gestão autoconsciente”, compreendida como exercício de integração e propagação entre as dimensões psíquica, psicológica, fisiológica, consideradas em suas características e funções próprias que, articuladas e conjugadas, possibilitam suprimento das necessidades e anseios da Comunidade e por consequência, sua autonomia e progressividade.

Nesse modelo de gestão todos os planos, processos, procedimentos são colocados dentro de um mesmo sistema e num mesmo ambiente, fazendo com que seus gestores adotem posturas e tomem decisões olhando a instituição no seu todo, tendo único foco coordenador, independentemente das dimensões em que se encontrem.

Nesse contexto, sobressai a divisão de tarefas e funções por atribuição, pois os gestores são reconhecidos e se reconhecem por sua competência, aptidão e habilidade em articular ações e movimentar recursos para o atendimento dos objetivos da instituição.

O Projeto Tempo de Ser é gerido e administrado por Comissões Gestoras, no âmbito de suas dimensões, sendo elas:

Comissão Gestora do Projeto Tempo de Ser - Comge/PTS

A Comge/PTS é o representante político da Comunidade. Trata-se de órgão colegiado, composto por Conselhos cujos membros tiveram suas atribuições reconhecidas pelos Núcleos de Aprendizagem e desempenha função de gestão e administração do Projeto Tempo de Ser - Educação de Essencialidades.​

Para isso conta com suporte realizado pelas seguintes áreas técnicas:

Centro de Pesquisa

O Centro de Pesquisa é órgão colegiado formado por áreas de conhecimento e competência, sendo composto por educadores que possuem formação acadêmica, técnica ou experiência na respectiva área de atuação e que tiveram sua atribuição e competência reconhecidas pela Comge/PTS, órgão que lhe dá referencia e direção.

Tem como função pesquisar, analisar e investigar a validade das ideias, propostas, métodos, processos e recursos do Projeto Tempo de Ser, constituindo parte fundamental para estruturação da pedagogia “Educação de Essencialidades”.

O Centro de Pesquisa é organizado e dividido nos seguintes departamentos ou áreas de atuação:

  • Filosofia
  • Pesquisa
  • Psicologia
  • Saúde
  • Terapias Alternativas

Equipes Técnicas

As Equipes Técnicas são órgãos colegiados formados por áreas de conhecimento e competência, sendo compostas por educadores de essencialidades que possuem formação acadêmica, técnica ou experiência na respectiva área de atuação e que tiveram sua atribuição e competência reconhecidas pela Comge/PTS, órgão que lhe dá referencia e direção.

Tem como função dar suporte e orientação técnica; oferecer capacitação e treinamento para uso de recursos e ferramentas utilizados pela instituição bem como executar ações e demandas geradas pelo desenvolvimento do objetivo do Projeto Tempo de Ser.

As Equipes são organizadas e divididas nas seguintes áreas de atuação:

  • Artes
  • Direito
  • Eventos
  • Informativo
  • Pedagogia
  • Recursos Tecnológicos

Comissão Gestora dos Núcleos de Aprendizagem - ​Comge/NA

A Comge/NA é o representante político dos Núcleos de Aprendizagem perante a Comunidade. Trata-se de órgão colegiado, composto por Conselhos cujos membros tiveram suas atribuições e competências reconhecidas pelos educadores que integram o Núcleo de Aprendizagem e desempenham função de gestão e administração do Núcleo de Aprendizagem, onde são realizadas todas as atividades pedagógicas previstas.

Coordenadores de Atividades - CA

O Coordenador de Atividade é um educador de essencialidades que teve sua atribuição e competência reconhecida pelos educadores que integram o Núcleo de Aprendizagem ao qual é vinculado, independentemente de titulação acadêmica e que desempenha função de coordenação das atividades previstas no modelo pedagógico da instituição.

4.3 Elemento Pedagógico

Processo de Autoaprendizagem

O autoconhecimento, ou seja, o saber de si, não é uma disciplina entre tantas outras. Deste modo não é somente o resultado dos conhecimentos teoricamente constituídos ou mesmo de uma formação acadêmica específica.

Assim, admitindo que sabemos que sabemos pouco ou quase nada sobre esse universo complexo que é ser humano e a sua condição de vida, a instituição concebeu o autoconhecimento como necessidade. Nesse contexto, para o Projeto Tempo de Ser, o autoconhecimento é uma necessidade evolutiva-progressiva e portanto, se constitui numa forma de viver, que pode ser conscientemente mantida e cultivada.

A partir dessa necessidade de autoconhecimento manifesta, a organização metódica de processos e simultaneamente, a criação de ambientes pedagógicos integrados onde o desconhecimento de si mesmo se torne passível e possível de ser observado, conhecido e catalogado pelos educadores de essencialidades e, ao mesmo tempo possibilite a verificação dos efeitos práticos que o autoconhecimento produz na forma de viver dos indivíduos, torna-se fundamental.

Assim, o Projeto Tempo de Ser concebe a autoaprendizagem, processo composto por distintas etapas, sucessivas entre si, que são: informação, conhecimento, entendimento e saber, sendo que o trânsito por tal processo se constitui para o indivíduo um percurso de autoconhecimento, ou seja, neste percurso metódico o individuo percorre etapas lógicas com o intuito de estabelecer correspondência/identidade entre o conteúdo que se tornou conhecido e sua própria forma de manifestação, de modo que tudo o que se torna conhecido coincide consigo mesmo.

Etapas de Autoaprendizagem

As etapas que compõe o processo de autoaprendizagem no Projeto Tempo de Ser precisam ser definidas e delimitadas em seu sentido e significado, para que se identifiquem as características que lhe são próprias, e porque não dizer, únicas, que, por sua vez, orientam e balizam sua proposta educacional, prevenindo confusões e inadequações.

1ª Etapa: Informação

A palavra “informação” , que remonta à Antiguidade, tem sua origem no latim informatio que significa dar forma a.

Ao longo da história, porém, sofreu tantas modificações em sua acepção, que na atualidade seu sentido está carregado de ambiguidade, sendo confundida frequentemente com “dado” e até mesmo com “conhecimento”, deixando a impressão de que esses conceitos tem o mesmo significado.

Dados são elementos qualitativos e quantitativos da realidade e podem ser representados com sons, imagens, textos, números e estruturas e, por esta razão, remetem a ideia de banco, e portanto, podem ser acumulados.

Isolados, ou sem um contexto ou forma de utilização os dados são inúteis e podem levar inclusive a erro. Deste modo, seu valor depende justamente da existência de indivíduos interessados, que os organizem e lhes atribuam significado, transformando-os em informação.

Assim, a informação é compreendida como o processo de significação de uma mensagem empreendido pelo seu receptor, visando alterar seu estado de conhecimento prévio. Já seria o dado analisado, processado, inicialmente articulado, remetendo a ideia de transmissão, comunicação, constituindo então, a etapa base do processo de autoaprendizagem.

Esta etapa do processo de autoaprendizagem não se converte na pura transmissão sistemática de conteúdos ou ensino, de modo a considerar os educadores em formação como depósitos de conhecimentos pré-constituídos, ao revés, a informação tem origem na interação entre os indivíduos e os ambientes de autoaprendizagem.

Reconhecemos que a informação não tem compromisso com a verdade. Pode ganhar diversas vertentes, pois será acrescida de opiniões, crenças, superstições, críticas e deturpações. Neste aspecto, é um engano considerar que o acúmulo de informações queira significar a passagem para a segunda etapa do processo de autoaprendizagem: conhecimento.

A informação é somente o primeiro passo para conhecer, já que para conhecer, é necessário obter informações sobre aquilo que se quer conhecer.

2ª Etapa: Conhecimento

O conhecimento é o resultado da elaboração mental, da reflexão, do estabelecimento de relações, da observação de fenômenos e suas causas, de consequências, de continuidades, descontinuidades, de contiguidades, de oposições, portanto, resultante do processo de interação entre o exterior e o interior.

Nesta perspectiva educacional, para atingi-lo, necessário se faz estabelecer conexões entre as informações aparentemente desconexas, processá-las, analisá-las, relacioná-las, armazená-las, avaliá-las segundo critérios de relevância, organizá-las em sistemas, portanto, podemos dizer que o conhecimento é resultado da investigação filosófico-científica, e por isto o conhecimento remete a ideia de teoria.

É imprescindível lembrar que as crenças surgiram a partir de conhecimentos que foram considerados como verdades. Neste contexto, o conhecimento é mais uma das etapas necessárias à autoaprendizagem e que pode ter diversas versões, como também, deve ser desconstituído pelo entendimento de sua impossibilidade ou se tornar argumento para consolidação do próprio entendimento.

Por esta razão, nesta etapa do processo de autoaprendizagem se intenta explorar todas as possibilidades na busca do “novo” ou do não conhecido. É baseada na tensão, na descoberta, na incerteza, nele há luta de opostos, há ruptura, choque, questionamento, contradição, provocação, enfim, dialética, justamente para criar possibilidade de modificação, superação, avanço no conhecimento, que se reestrutura, se reorganiza e se integra para, novamente, tornar a questionar o conhecimento existente.

Esta etapa, então, tem por finalidade estabelecer uma ordem teórica correspondente ao que se tornou conhecido, indicando a necessidade da sua organização através de obras literárias, artísticas e científicas que, por consequência, sirvam de referencial teórico da educação de essencialidades.

3ª Etapa: Entendimento

Conhecer o funcionamento de algo não quer dizer entender lhe a razão, o porquê, nem tampouco o seu sentido e significado. Adquirir conhecimento então, não quer significar o entendimento da realidade.

Resultado das etapas anteriores do processo de autoaprendizagem, o entendimento remete a ideia de intuição, insight.

Caminho interior de descoberta, de conexões inesperadas, de junções, de superposições, da navegação não linear, de formas de comunicação menos conscientes, da capacidade de maravilhar-se, do aprofundamento do conhecimento psíquico, e por isto não pode ser compartilhado.

Fenômeno que ocorre intimamente, não exige explicação racional, e por isso não prescinde do convencimento ou reconhecimento pelo outro, há assimilação do sentido e do significado sobre o que se conhecia.

O entendimento, então, ocorre no âmago da unidade inteligente, isto é, além da pessoa constituída, e por isso é uma ocorrência psíquica, que se manifestará no âmbito da sensibilidade, anterior à própria cognição, quer dizer, é mediúnico: sentido interior do indivíduo.

O entendimento desta realidade interior possibilita desvendar o novo e avançar, porque quanto maior e mais profundo for o entendimento do mundo ou da realidade interior, maior será a aptidão ao enfrentamento das diversas situações que a existência apresentar.

4ª Etapa: Saber

“Autonomia e Liberdade se fundem quando o “saber” é desenvolvido, quando se conhece a necessidade das leis e se adéqua a elas, não sendo mais constrangido por fatores interiores e exteriores; quando se vive aquilo que a inteligência (que é) já identifica como necessidades progressivas; quando enfim, for livre para conviver com todas as diferenças que se apresentarem no âmbito da convivência.” (COSTA, Lucas da; WILDEMBERG, Marlete. Inteligência Mediúnica – Novos Horizontes da Sensibilidade. Comissão Gestora do Projeto Tempo de Ser, 2012, p. 122)

Somente o entendimento leva ao saber, que nesta perspectiva educacional significa o processo psíquico de revelar e apropriar-se das leis que regem o ser humano, ou seja, o saber de si, em si, alterando-se o próprio estado de consciência pela psico adaptação à forma manifesta.

Compreendendo a si, o indivíduo naturalmente percebe o outro e então estende esta compreensão aos demais sujeitos no mundo, ou dito de outra forma, compreende a vida em suas múltiplas formas de manifestação e se encontra com a verdade, com a vida como ela é.

Consolidada as etapas do processo de autoaprendizagem, o individuo desenvolve a capacidade de se dirigir autonomamente, de se administrar livremente, antecipando e coordenando, conscientemente, os fenômenos ou forças que se movem no seu interior e exterior, conferindo-lhe o poder de decidir sobre as mudanças que quer realizar por si e a partir de si, apresentando maior propensão aos objetivos comuns.

4.3.1 Ambientes de Autoaprendizagem

Estabelecido o processo de autoaprendizagem, torna-se necessário a estruturação de ambientes autoaprendizagem integrados que possibilitem aos indivíduos o trânsito pelo percurso de autoconhecimento e aos mesmo tempo, proporcione a coleta de dados e informações, a construção de um corpo de conhecimentos sistematizados que, adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, são formulados metódica e racionalmente.

Ambiente Teórico (Filosófico)

Ambiente onde são desenvolvidas atividades que envolvem conhecimento sistemático, fundamentado em observações empíricas e/ou postulados racionais, voltado para a formulação ou descrição de leis e categorias gerais que permitam a ordenação, a classificação minuciosa dos fatos e das realidades da natureza humana.

Ambiente Laboratorial (Científico)

Ambiente onde são desenvolvidas atividades que envolvem o exercício de uma atribuição, elaboração de projetos, atendimento de demandas e cumprimento de tarefas e outras ações no âmbito da instituição como campo para observação, pesquisa, investigação, experimentação dos conteúdos que se tornarem conhecidos.

Ambiente Prático (Transcendente)

Ambiente onde se desenvolve atividade que permite correlacionar e conectar os conteúdos emergentes do ambiente teórico e laboratorial (caracteres e padrões de comportamento) com a formação e constituição do indivíduo em sua integralidade (psíquico, psicológico e fisiológico)

4.3.2 Organização e Construção das Atividades

Descrito o processo de autoaprendizagem e definidos os ambientes, a necessidade é a de desenvolver ações para cada um dos ambientes, elegendo atividades e selecionando e conteúdos que contribuam para o autoconhecimento.

Nesse sentido, dá-se prioridade a atividades cujos conteúdos possam ser aplicados no desenvolvimento do autoconhecimento, levando em conta a sua quantidade e a qualidade, pois só são considerados válidos aqueles que podem ser aplicados no desenvolvimento de uma autoaprendizagem significativa, ou seja, nenhum conteúdo será apresentado se não estiver relacionado à proposta educacional.

Assim, as atividades e seus conteúdos na instituição foram organizados e assumem a forma de PERCURSO, aqui entendido como um caminho, um trajeto com sentido determinado, com composição e integração de informações e conhecimentos considerados fundamentais para o autoconhecimento, isto é, um roteiro de estudos específicos, a balizar o caminho da unidade psíquica em busca da autoconsciência.

CONTEÚDO é o conjunto de informações e conhecimentos, integrados entre si, desenvolvido em períodos, com determinado tempo-espaço, subdividido em atividades, na medida em que as dimensões fisiológica, psicológica e psíquica do individuo e o leque de conhecimentos que as caracterizam recomendam sua divisão para um melhor aproveitamento didático.

ATIVIDADE é o estudo sistematizado e continuado de um específico e determinado conteúdo. Para cada atividade é estabelecido um tempo-espaço mínimo, guardando certa autonomia com respeito às demais, porém, ao mesmo tempo, se articula com as outras com vistas à integração das áreas do conhecimento.

4.3.3 Atividades

O modelo pedagógico proposto pelo Projeto Tempo de Ser, é representado por atividades comuns a todos os educadores de essencialidades, caracterizadas com a seguinte natureza:

  • Atividades Institucionais
  • Atividades de Área
  • Atividades Laboratoriais
  • Atividades Dimensionais
  • Atividades Conclusivas
Atividades Institucionais - AI

As atividades institucionais tem por finalidade proporcionar a convivência entre os educadores de essencialidades constituindo-se ainda em ponto de convergência e integração dos conteúdos comuns trabalhados nas atividades de área e atividades dimensionais.

As atividades institucionais são:

  • Integração e Fundamentos do Projeto Tempo de Ser - IF
  • Fases Existenciais e o Educador de Essencialidades - FEEE
  • Prática de Inteligência Mediúnica - PIM 1
  • Prática de Inteligência Mediúnica - PIM 2
Atividades de Área - AA

As atividades de área são fixadas por eixo temático e desenvolvidas exclusivamente em um determinado Núcleo de Aprendizagem e tem por finalidade proporcionar a convivência entre os educadores de essencialidades do respectivo NA e trabalhar conteúdos específicos de uma área de conhecimento.

As atividades de área são:

  • NA-BGU: Necessidade e Funcionalidade da Reencarnação - NFR
  • NA-BRU: Conviver, Sobreviver e Sentir - CSS
  • NA-LDA: O Inconsciente e a Autoconsciência - IA
  • NA-SJC: Mediunidade, Vida e Sensibilidade - MVS
  • NA-PPE: Psique - O Autoconhecimento como necessidade evolutiva-progressiva - AC
Atividades Laboratoriais - AL

As atividades laboratoriais tem por finalidade proporcionar a convivência entre os educadores e oferecer campo de experimento dos conteúdos desenvolvidos nas atividades institucionais, atividades de área e atividades dimensionais, com ênfase nas leis, sistemas e métodos que regem o desenvolvimento das propostas abstratas da Inteligência e sua materialização em elementos tangíveis bem como a investigação em si dos fatores que inibem este processo, através do exercício de uma atribuição, elaboração e execução de projetos, atendimento de demandas e cumprimento de tarefas e outras ações no âmbito da instituição

As atividades laboratoriais são:

  • Laboratório de Ideias - LI
  • Atribuição - AT
  • Congresso Tempo de Ser de Educação de Essencialidades - CEE
Atividades Dimensionais - AD

O dimensionamento é uma atividade que tem por finalidade proporcionar a convivência entre os educadores de essencialidades e estudo dos conteúdos decorrentes da atividade de área do respectivo NA, mediante investigação, análise, debate, diálogo e aprofundamento de seus temas.

Os Dimensionamentos são:

  • Dimensionamento Necessidade e Funcionalidade da Reencarnação - NFR
  • Dimensionamento Conviver, Sobreviver e Sentir- CSS
  • Dimensionamento Inconsciente e a Autoconsciência - IA
  • Dimensionamento Mediunidade, Vida e Sensibilidade - MVS
  • Dimensionamento Autoconhecimento - AC
Atividades Conclusivas - ACO

No ciclo final da autoaprendizagem, o educador de essencialidades escolhe uma dimensão ou vertente de estudo que venha colaborar na expansão do conhecimento geral e que lhe proporcionará desenvolver conhecimento especifico, oportunizando ainda participar de espaço de convivência e integração organizado por afinidade entre os campos de estudo.

As atividades conclusivas são:

  • Padrões de Comportamento Humano - PCH
  • Sistema de Autoimagem - SAI
  • Prisioneiros da Infância - PI

4.3.4 Plano Geral de Autoaprendizagem - PGA

O plano de aprendizagem é um instrumento de ação educativa, um plano geral de trabalho para cada uma das atividades existentes que promove a organização dos conteúdos e o planejamento e a sistematização das ações do Coordenador de Atividades - CA e dos Educadores em vista à consecução dos objetivos de autoaprendizagem estabelecidos.

É elaborado e coordenado pelo Conselho Diretor do PTS, mas conta com a participação ativa do Conselho Diretor do NA, justamente para refletir as necessidades de aprendizagem características locais. Deve ainda ser planejado, trazendo consigo a característica da flexibilidade e da adaptabilidade a situações novas e imprevistas.

O plano geral de autoaprendizagem é postado no Portal, pois se trata de um documento de comunicação entre o Conselho Diretor da instituição e o Conselho Diretor do NA e entre o Coordenador da Atividade e o EE, passando a ser um instrumento de trabalho e um documento de compromisso com a autoaprendizagem, nele tudo está claro e combinado entre os atores deste processo, permitindo que todos possam se orientar com segurança para os objetivos perseguidos.

Os planos gerais de autoaprendizagem do PTS são postados no Portal de acordo com os seguintes tópicos:

  1. Coordenadores Pedagógicos
  2. Identificação da Atividade
  3. Coordenadores da Atividade
  4. Período
  5. Movimentos para Geração de Créditos
  6. Ementa
  7. Justificativa da Atividade
  8. Objetivo da Atividade: Objetivo Geral e Objetivo Especifico
  9. Conteúdo Programático - Módulos de Autoaprendizagem
  10. Unidades de Autoaprendizagem
  11. Proposta Metodológica
  12. Referências Bibliográficas Básicas
  13. Referências Bibliográficas Complementares
  14. Periódicos
  15. Multimídia
  16. Outras Fontes de Pesquisa

4.3.5 Plano de Atividade - PA

Cada Coordenador de Atividade deverá preparar e disponibilizar antecipadamente no Portal um plano específico de trabalho para um determinado encontro ou reunião, ao qual denominamos “Plano de Atividade”.

O Plano de Atividade apresenta uma sequência estruturada e sistematizada de tudo o que vai ser desenvolvido num determinado encontro ou reunião como: os objetivos imediatos a serem alcançados, os conteúdos a serem trabalhados, os textos, os exercícios, as dinâmicas a serem aplicadas.

O Plano de Atividade está dividido em três momentos: antes, durante e após a atividade. Significa que o tempo de aprendizagem é ampliado para 24 horas não se limitando ao tempo de duração das unidades de aprendizagem, considerando que o EE terá em ambiente virtual, acesso a todo o material, que poderá ser verificado a qualquer momento por ele.

No primeiro momento, antes da reunião ou encontro, o Coordenador da Atividade coloca em prática sua capacidade de preparar os encontros. Para cada encontro, ele deve elaborar um conjunto de ações que permita aos EE o estudo antecipado, definindo os objetivos da aula, os textos que deverão ser lidos ou estudados, as tarefas que deverão ser realizadas, enfim, todos os materiais didáticos sugeridos que possam ajudar o EE a aprender por si mesmo.

Com o intuito de estimular a criação de uma cultura de autoaprendizagem, os materiais sugeridos pelo Coordenador não precisam se limitar apenas ao assunto que será abordado, devem também, permitir ao EE o estudo aprofundado do tema, respeitando, porém, o conteúdo proposto no Plano Geral de Autoaprendizagem da atividade. Com a boa preparação e a eficiência das ações nesse primeiro momento, antes do encontro, certamente o segundo momento, durante o encontro, será mais aproveitado.

Para o momento após o encontro o material e as atividades de aprendizagem utilizadas ficarão disponíveis para o EE durante todo seu ciclo de autoaprendizagem. Assim, a qualquer momento, poderá revisar o tema estudado já que terá à sua disposição não apenas os materiais e atividades de aprendizagem daquele período, mas também o de todos os ciclos já percorridos. Quando uma atividade exigir o conhecimento dos conteúdos de um período anterior, o EE poderá revisá-lo, debruçando-se sobre o conteúdo. Aquele que faltar a um encontro poderá ainda assim estudar o conteúdo trabalhado, tendo melhor chance de recuperar o momento perdido.

O Plano de Atividade é organizado no Portal, na área do Núcleo de Aprendizagem respectivo, de acordo com os seguintes tópicos:

  1. Local
  2. Data
  3. Atividade
  4. Coordenadores da Atividade
  5. Módulo de Aprendizagem (tema geral)
  6. Unidade de Aprendizagem (tema específico do dia)
  7. Objetivo Específico (do dia)
  8. Proposta Metodológica
  9. Descrição do resultado da proposta metodológica e outras observações

4.3.6 Portal: Ambiente Virtual de Autoaprendizagem - AVA

Ferramenta virtual de autoaprendizagem, disponibilizado aos educadores de essencialidades por meio do qual é possível participar de atividades e obter suporte além do Núcleo de Aprendizagem, acessar os materiais didático-pedagógicos disponibilizados e outras informações organizadas, bem como monitorar suas movimentações.

O AVA é constituído de Conteúdo Web, Fórum, Portfólio dos Núcleos de Aprendizagem e Sistema de Mensagens, os quais têm os seguintes objetivos:

  • Conteúdo Web: arquivo dos conteúdos trabalhados nas atividades, conteúdos complementares à atividade, que poderão conter hipertextos, vídeos e links para sites de interesse;
  • Fórum: neste ambiente o EE promove estudos, debates de casos, temas ou assuntos on-line, discorrendo sobre o assunto proposto, com a mediação do Coordenador da Atividade;
  • Portfólio: caracteriza-se como um espaço para a postagem de trabalhos desenvolvidos, solicitados pelos Coordenadores de Atividades, dentro dos objetivos e critérios estabelecidos e com prazo determinado conforme calendário;
  • Sistema de Mensagens: espaço que possibilita a comunicação para troca de informações, como editais, avisos, noticias, comunicados e orientações entre Coordenadores de Atividades e EE e entre Coordenadores de Atividades e Conselho Diretor.

5.0 Organização Didático Pedagógica

5.1 Ciclos de Autoaprendizagem

Ciclo de Autoaprendizagem I - Ciclo I

Este ciclo comporta a movimentação básica dos educadores de essencialidades no desenvolvimento de seu percurso educacional.

Implica na adesão do educador ao Sistema Investidor Essencial, no qual são mensurados os seus índices de Investimento em Recursos Financeiros - IRF e de Investimento em Participação em Atividades -IPA.

Consiste na participação do educador, pelo período mínimo de 12 meses, nas seguintes atividades:

  • Atividade Institucional: Integração e Fundamentos - IF
  • Atividade de Área: do local de inscrição ou matrícula do educador
  • Atividade Dimensional: do local de inscrição ou matrícula do educador

Neste ciclo o educador elaborará seu Perfil Pedagógico Individual - PPI Ciclo I onde poderá descrever valores, tendências e disposições que observou manifestos em si, ou seja, a imagem que tem de si mesmo.

Ciclo de Autoaprendizagem II - Ciclo II

Este ciclo comporta a movimentação intermediária dos educadores de essencialidades no desenvolvimento de seu percurso educacional.

Implica na adesão do educador ao Sistema Investidor Essencial, no qual são mensurados os seus índices de Investimento em Recursos Financeiros - IRF e de Investimento em Participação em Atividades - IPA.

Consiste na participação do educador, pelo período mínimo de 12 meses, nas seguintes atividades:

  • Atividade Institucional​: Fases Existenciais e o Educador de Essencialidades - FEEE e Prática de Inteligência Mediúnica - PIM
  • Atividade de Área: do local de inscrição ou matricula do educador
  • Atividade Dimensional: do local de inscrição ou matrícula do educador
  • Atividades Laboratoriais: Laboratório de Ideias e Congresso Tempo de Ser de Educação de Essencialidades - CEE

Neste ciclo o educador elaborará seu Perfil Pedagógico Individual - PPI Ciclo II onde poderá descrever os elementos que compõem o seu sistema de autoimagem. ​

Ciclo de Autoaprendizagem III - Ciclo III

Este ciclo comporta a movimentação integral dos educadores de essencialidades no desenvolvimento de seu percurso educacional.

Implica na adesão do educador no Sistema Investidor Essencial, no qual são mensurados os seus índices de Investimento em Recursos Financeiros - IRF, Investimento em Participação em Atividades - IPA e de Investimento em Desenvolvimento de Atribuição - IDA.

Consiste na participação do educador, pelo período mínimo de 12 meses, nas seguintes atividades:

  • Atividade Institucional​: Fases Existenciais e o Educador de Essencialidades - FEEE e Prática de Inteligência Mediúnica - PIM
  • Atividade de Área: do local de inscrição ou matricula do educador
  • Atividade Dimensional: do local de inscrição ou matrícula do educador
  • Atividades Laboratoriais: Laboratório de Ideias e Congresso Tempo de Ser de Educação de Essencialidades - CEE
  • ​Atividade Conclusiva: Padrões de Comportamento Humano - PCH, Prisioneiros da Infância - PI e Sistema de Autoimagem - SAI

​Neste ciclo o educador elaborará seu Perfil Pedagógico Individual - PPI Ciclo III estabelecendo objetivamente os campos de estudo das suas áreas de manifestação (psíquica, psicológica e fisiológica), nos seus diversos âmbitos de relacionamento, comprometendo-se com o exercício de uma atribuição (elaboração e execução de projetos, atendimento de demandas e cumprimento de tarefas e outras ações) no âmbito da instituição, ambiente onde pode manifestar-se para si mesmo e ser acolhido por outros educadores, através das identificações das semelhanças na formação do sistema de autoimagem, nos padrões de comportamento humano, no aprisionamento no período infantil, na auto-observação pela sensibilidade (inteligência mediúnica), nas disposições de convivência e superação dos desafios que a ignorância impõe aos relacionamentos.

Produção Científica, Cultural, Artística ou Tecnológica

Usualmente os sistemas acadêmicos vinculam a produção científica, cultural, artística ou tecnológica ao currículos de seus professores ou docentes. Contudo, como o objetivo é a constituição e descrição de uma nova pedagogia, a produção científica, entendida como livros, capítulos de livros, material didático institucional, artigos, textos, resumos e as produções culturais, artísticas, técnicas e inovações tecnológicas são elaboradas a partir e pelos próprios educadores de essencialidades, nos diversos ciclos de autoaprendizagem e dimensões de atuação, sendo orientadas e balizadas por um projeto denominado “Projeto Organização de Conteúdos - POC”, coordenado pela Comge-PTS que tem como premissa o dialogo e coexistência de conceitos de autoria individual, autoria coletiva, autoria colaborativa para construção do referencial teórico próprio da Educação de Essencialidades.

Participação Semipresencial - AVA e Transmissões Oficiais

O PTS reconhece a convivência como lei natural e, portanto, como um dos pilares da educação de essencialidades. Neste sentido, a série de atividades continuadas e reguladas por este PP, trazem como baliza e diretriz fundamental a participação presencial dos educadores de essencialidade nos Núcleos de Aprendizagem para, em conjunto, dinamizarem os conteúdos.

O confronto de ideias, através do diálogo e da troca de argumentos é um dos instrumentos indispensáveis à educação de essencialidades, pois estimula a tomar ciência das semelhanças, das diferenças, das convergências e divergências, enfim, das diversidades e principalmente da interdependência entre os indivíduos, contribuindo para a construção de projetos comuns.

Contudo, com o reconhecimento da abrangência do PTS e dos limites impostos ao traslado entre as várias cidades e Estados; com o reconhecimento da movimentação característica dos Núcleos de Aprendizagem e, além disso, com o reconhecimento dos limites impostos pelas necessidades individuais dos educadores de essencialidades fica demonstrado que o uso da tecnologia pode permitir, a expansão do conceito “participação presencial”. Por esta razão, algumas atividades do modelo pedagógico comportam a participação semi-presencial, em conjugação com a modalidade de participação presencial.

A participação semi-presencial ocorre via web no AVA. Nele os educadores estão separados fisicamente, porém interligados por meio das tecnologias da informação e comunicação e dos materiais didáticos utilizados, ampliando as possibilidades de interação, contribuindo ainda para autonomia do EE, no seu comprometimento com o estudo, tornando-se responsável pela organização e planejamento de seu tempo e espaço. Por tais especificidades, a participação semipresencial constitui importante elemento de flexibilização no que diz respeito às condições individuais, ao ritmo de aprendizagem, ao local e ao tempo de dedicação aos estudos.

Além disso, algumas as atividades do modelo pedagógico admitem a participação semipresencial por meio de transmissões oficiais. Considera-se transmissão oficial, a transmissão exibida em tempo real ou por gravação, pelo canal de visualização oficial do PTS, observando-se os requisitos e protocolos técnicos estabelecidos.

As atividades que, excepcionalmente, e mediante cumprimento das premissas gerais, admitem a participação semipresencial por meio de transmissões oficiais são as seguintes:

  • Atividade Institucional

Fases Existenciais e o Educador de Essencialidades

  • Atividades de Área e respectiva Atividade Dimensional

NA-BRU: Conviver, Sobreviver e Sentir

NA-BGU: Necessidade e Funcionalidade da Reencarnação

NA-LDA: Inconsciente e a Autoconsciência

NA-PPE: Psique: O autoconhecimento como necessidade evolutiva-progressiva

NA-SJC: Mediunidade, Vida e Sensibilidade

5.2. Estrutura de Conteúdos

A estrutura de conteúdos é absolutamente inovadora, pois surgiu da observação das necessidades dos próprios EE e busca contemplar, em uma análise sistêmica e global, os seguintes aspectos: flexibilidade, integração, compatibilidade de movimentos (horas, presencial e semi-presencial) e articulação da teoria com a prática.

Flexibilidade

A flexibilidade pode ser verificada por meio dos ciclos de autoaprendizagem - ciclos I, II e III , sendo a movimentação dos indivíduos balizada pela estrutura dos ambientes de autoaprendizagem (teórico, laboratorial e prático) estabelecendo um percurso de tempo e espaço para os movimentos empreendidos pelos indivíduos para autoconhecer-se, respeitando e dando cumprimento das etapas de autoaprendizagem. A flexibilidade pode ser percebida ainda nas modalidades de participação: presencial e semipresencial.

Integração

A integração pode ser comprovada pela estruturação e funcionamento dos ambientes de autoaprendizagem e pelos conteúdos das atividades teóricas, laboratoriais e práticas, que são comuns a todos os educadores em formação e que abordam áreas de conhecimento fundamentais à formação do educador de essencialidades.

NAConteúdos
BRU FEEEIFPIMCSSD.CSSATLICEESAIPCHPI
BGU FEEEIFPIMNFRD.NFRATLICEESAIPCHPI
LDA FEEEIFPIMIAD.IAATLICEESAIPCHPI
PPE FEEEIFPIMACD.ACATLICEESAIPCHPI
SJC FEEEIFPIMMVSD.MVSATLICEESAIPCHPI

Articulação da teoria com a prática

A articulação da teoria com a prática é contemplada nas atividades laboratoriais, com o experimento e aplicação dos diversos conteúdos componentes das atividades institucionais e das atividades de área, observando o equilíbrio teórico-prático, permitindo, no exercício das atribuições e/ou elaboração de projetos e outras ações e demandas, a arte de aprender sobre si mesmo, identificando a habilidade, as aptidões e as competências.

Na elaboração da estrutura de conteúdos foram adotados também as etapas do processo de autoaprendizagem, que promovem a organização do percurso partindo do geral para o específico, em níveis crescentes de complexidade e em sucessivas aproximações.

Assim, o processo de autoaprendizagem torna-se um verdadeiro ciclo, uma sequência de informações que se tornarão conhecimentos; conhecimentos que se tornarão entendimentos; entendimentos que se tornarão saber, definindo novos objetivos a serem alcançados – novas informações e conhecimentos são introduzidos em momentos subsequentes, aprimorando ou desconstituindo o que já se conhece e mantendo as interligações com as informações previamente aprendidas. Deste modo, o educador vai gradualmente se apropriando do conhecimento de si e sobre si em uma maior amplitude e profundidade, rumando para a autoconsciência.

5.3 Compatibilidade de movimentos

Definido que o objetivo é o autoconhecimento, os movimentos nesta direção guardam intensa relação com a firme disposição do indivíduo rumo a sua concretização e assim, a instituição concebe que tais movimentos não poderão se dar de maneira aleatória, dispersa e descontinuada.

Neste sentido, organiza tempo e espaço para que os movimentos se realizem com ritmo e constância, e que se estabelece da seguinte forma:

AMBIENTENATUREZAATIVIDADEMOVIMENTOS DE PARTICIPAÇÃO
TeóricoInstitucionalIntegração e Fundamentos do PTS - IF02 h/quinz.PRESENCIALAVA
TeóricoInstitucionalFases Existenciais e o Educador de Essencialidades - FEEE04 h/mPRESENCIAL-
TeóricoÁrea - BGUNecessidade e Funcionalidade da Reencarnação - NFR02 h/mPRESENCIAL-
TeóricoDimensional - BGUNecessidade e Funcionalidade da Reencarnação - NFR02 h/mPRESENCIALAVA
TeóricoÁrea - BRUConviver, Sobreviver e Sentir - CSS02 h/mPRESENCIAL-
TeóricoDimensional - BRUConviver, Sobreviver e Sentir - CSS02 h/mPRESENCIALAVA
TeóricoÁrea - LDAO Inconsciente e a Autoconsciência - IA02 h/mPRESENCIAL-
TeóricoDimensional - LDAO Inconsciente e a Autoconsciência - IA02 h/mPRESENCIALAVA
TeóricoÁrea - SJCMediunidade, Vida e Sensibilidade - MVS02 h/mPRESENCIAL-
TeóricoDimensional - SJCMediunidade, Vida e Sensibilidade - MVS02 h/mPRESENCIALAVA
TeóricoÁrea - PPEAutoconhecimento - AC02 h/mPRESENCIAL-
TeóricoDimensional - PPEAutoconhecimento - AC02 h/mPRESENCIALAVA
LaboratorialLaboratorialReuniões de: Gestores - Gestores e Equipes - Equipes04 h/mPRESENCIAL-
LaboratorialLaboratorialLaboratório de Ideias - LI02 h/mPRESENCIALAVA
LaboratorialLaboratorialCongresso de Educação de Essencialidades - CEE Pedagógico12 h/aPRESENCIAL-
LaboratorialLaboratorialCongresso de Educação de Essencialidades - CEE Científico12 h/aPRESENCIAL-
PráticoInstitucionalPrática de Inteligência Mediúnica - PIM08 h/mPRESENCIAL-
PráticoConclusivaPadrões de Comportamento Humano - PCH02 h/mPRESENCIALAVA
PráticoConclusivaPrisioneiros da Infância - PI02 h/mPRESENCIALAVA
PráticoConclusivaSistema de Autoimagem - SAI02 h/mPRESENCIALAVA

Mensuração de Movimentos

Todo movimento no Projeto Tempo de Ser é o desenvolvimento da Educação de Essencialidades, já o dissemos. E no Projeto Tempo de Ser, créditos são gerados a partir dos movimentos realizados pelo indivíduo para autoconhecer-se.

Nasce daí a necessidade de um sistema de gestão de recursos que se constrói e se elabora para a compreensão de uma economia de natureza universal, fundamentada na utilização e fluxo dinâmico de recursos e na mensuração dos movimentos empreendidos pelos indivíduos – educadores de essencialidades, que denominamos “Sistema Investidor Essencial”, no qual o “Programa de Mensuração de Créditos” está inserido.

Sendo o objetivo de autoconhecimento, não se trata de uma ferramenta de contabilização de recursos financeiros, avaliação de desempenho ou controle de frequência pela instituição, e sim um sistema através do qual os próprios educadores possam observar seu percurso, monitorar os movimentos que realizam na aproximação ou distanciamento do objetivo a que se propõe, como uma bússola que orienta a trajetória da viagem que realiza em direção a si mesmo, servindo por consequência, para avaliação objetiva e clara sobre a consistência do processo de autoaprendizagem nos vários ambientes constituídos.

Atualmente os movimentos são monitorados através dos seguintes indicadores:

  • Índice de Investimento em Recursos Financeiros – IRF
  • Índice de Investimento em Participação em Atividades – IPA
  • Índice de Investimento em Desenvolvimento de Atribuições – IDA

Índice de Investimento em Recursos Financeiros - IRF

Este índice indica os movimentos dos educadores de essencialidades na geração de recursos financeiros no âmbito e para a própria instituição e/ou os valores em dinheiro integralizados pelos educadores de essencialidades e destinados a sua adesão aos ciclos de autoaprendizagem.

Índice de Investimento em Participação em Atividades - IPA

Para o processo de autoaprendizagem reputa-se necessário o investimento total do indivíduo no desenvolvimento de seu método educacional, participando de maneira integrada de todos os ambientes de autoaprendizagem constituídos, acessando todos os recursos necessários à sua formação, sem o que gera déficit em relação ao desenvolvimento de seu objetivo.

Atualmente, o índice de Investimento em Participação em Atividades - IPA é composto unicamente pelo percentual de frequência do indivíduo nas atividades (presencial e semipresencial), e por conta disto, necessita de monitoramento sério, contínuo e organizado, pois será apenas um dos dados que comporão o IPA.

No entanto, o objetivo é de que o EE se capacite em ter participação efetiva e consciente, assumindo o direito e o dever de tomar parte e se responsabilizar pela construção de seu próprio método educacional, ou seja, que seja capaz de observar, identificar, conhecer e catalogar suas necessidades nos aspectos fisiológicos, psicológicos e psíquicos e organizar o método para o seu suprimento.

Índice de Investimento em Desenvolvimento de Atribuição - IDA

Em sua generalidade, todo modelo pedagógico define o campo de trabalho e de ocupação profissional dos indivíduos que almeja formar.

Contudo, no Projeto Tempo de Ser, os educadores de essencialidades se movimentam pelo exercício de uma atribuição, pela execução de projetos e pelo atendimento de demandas que seja compatível com a sua necessidade de progressividade e que lhe seja funcional, ou seja, uma função que concorra para o seu objetivo de autoconhecimento e que por esta razão fundamental, não se confunde com ocupação profissional ou trabalho voluntário.

O objetivo é de que o educador de essencialidades se capacite a identificar sua habilidade, suas aptidões e competências e decidir sobre o que quer vir a ser e o que quer constituir em si e por si, comprometendo-se consigo mesmo e com a coletividade.

Este exercício, neste caso, torna-se um corpo de manifestação da Inteligência e não mais da personalidade humana, como acontece com as profissões atuais. É, portanto, uma vantagem, um privilégio de Inteligências inconscientes que iniciam o processo de transição para a autoconsciência, pois é neste exercício que poderá laboratoriar e experimentar as informações e conhecimentos sobre a estruturação da pessoa humana, aprendendo a exercer sobre ela, no uso de sua sensibilidade, pleno domínio.

Atualmente, o Índice de Desenvolvimento de Atribuição - IDA é composto unicamente pelo número de ações realizadas pelo indivíduo no desenvolvimento de uma função, e por conta disto, necessita de monitoramento sério, contínuo e organizado, pois será apenas um dos dados que comporão o IDA.

5.4 – Metodologia

O PTS não tem intenção de opinar ou criticar as diversas concepções pedagógicas existentes, porém, para o objetivo a que se propõe criou um modelo pedagógico próprio, organizado por um conjunto de atividades interligadas onde os conteúdos estão conjugados e articulados, num esforço de romper o caminho linear do “ensinar-aprender”, o que implica em interações com caminhos diversos, percepção das diferenças, na busca constante de todos os envolvidos na ação de conhecer-se, desafiando crenças e conceitos já constituídos, para que se reconstruam de forma mais ampliada.

Neste contexto as atividades são planejadas no sentido de buscar formas de provocar instabilidade intelectual, sentimental e emocional ou dito de outro modo, formas criativas e estimuladoras de desafiar as estruturas conceituais dos educadores.

Para tanto, busca estratégias utilizando recursos tais como: projetos, reuniões de trabalho, atividades práticas, estudos de caso, problematização, oficinas (workshops), palestras, dinâmicas, trabalhos em grupo, tempestade de ideias, encontros, seminários, filmes, esquetes, entre outras tantas. As atividades são desenvolvidas de forma interativa, com exposição dialogada e com a utilização diversificada de recursos audiovisuais, objetivando a construção de espaços potenciais de autoaprendizagem.

O procedimento didático estabelecido para desenvolvimento e execução das atividades é composto da seguinte sequência: Introdução: exposição em linhas gerais pelo coordenador de atividades e conversas informais com o grupo quanto ao assunto ou temática do dia. Desenvolvimento: explicação do assunto ou temática pelo coordenador, bem como a construção e realização de tarefas, pesquisas ou outras ações a serem desempenhadas pelo grupo. Síntese Conclusiva Temporária – síntese geral do assunto ou temática objetivando provocar e dar continuidade às reflexões e discussões, sempre.

6.0 Contexto Educacional do Projeto Tempo de Ser

O contexto educacional no qual foi concebido o Projeto Tempo de Ser busca contemplar as demandas dos indivíduos que admitem a necessidade de conhecer a natureza humana, portanto, a necessidade de autoconhecimento, como podem ser mostrados nas informações apresentadas neste tópico.

a) população dos Estados de atuação do PTS

EstadoCapitalPopulaçãoÁrea (km²)Hab/km²Nº de Municípios
São PauloSão Paulo43.663.669248.222,801166,23645
ParanáCuritiba10.997.465199.307,92252,40399

* população estimada 2013

* Fonte: IBGE - CIDADES (www.cidades.ibge.gov.br)

b) população das cidades de atuação do PTS

CidadePopulaçãoÁrea (km²)Hab/km²Código do MunicípioGentílico
Bauru-SP362.062667,684515,123506003Bauruense
Birigui - SP115.898530,919204,793506508Biriguiense
Londrina - PR513.5661.653,075306,524113700Londrinense
Presidente Prudente - SP218.960562,794368,893541404Prudentino
São José dos Campos - SP673.2551.099,409572,963549904Joseense

* população estimada 2013

* Fonte: IBGE - CIDADES (www.cidades.ibge.gov.br)

c) Núcleos de Aprendizagem

  • Núcleo de Aprendizagem de Bauru - Gradação 2
  • Total de Educadores: 60
  • Abrangência: Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Boraceia, Borebi, Duartina, Iacanga, Lençois Paulista, Macatuba, Pederneiras, Presidente Alves e Regiópolis.
  • Núcleo de Aprendizagem de Birigui - Gradação 2
  • Total de Educadores: 40
  • Abrangência: Alto Alegre, Araçatuba, Avanhandava, Barbosa, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Braúna, Brejo Alegre, Buritama, Clementina, Coroados, Gabriel Monteiro, Gastão Vidigal, Glicério, Guararapes, Lourdes, Luiziânia, Nova Castilho, Nova Luzitânia, Parapuã, Penápolis, Piacatu, Rubiácea, Santo Antonio do Aracanguá, Santópolis do Aguapeí, Turiúba e Valparaíso.
  • Núcleo de Aprendizagem de Londrina - Gradação 2
  • Total de Educadores: 33
  • Abrangência: Apucarana, Arapongas, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Califórnia, Cambé, Faxinal, Ibiporã, Jataizinho, Londrina, Marilândia do Sul, Rolândia, São Jerônimo da Serra, Sertanópolis, Tamarana.
  • Núcleo de Aprendizagem de Presidente Prudente - Gradação 2
  • Total de Educadores: 30
  • Abrangência: Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Anhumas, Caiabu, Caiuá, Emilianópolis, Estrela do Norte, Iepê, Indiana, Marabá Paulista, Martinópolis, Mirante do Paranapanema, Nantes, Narandiba, Nova Andradina, Piquerobi, Pirapozinho, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Sandovalina, Santo Anastácio, Santo Expedito, Taciba.
  • Núcleo de Aprendizagem de São José dos Campos - Gradação 2
  • Total de Educadores: 25
  • Abrangência: Caçapava, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Redenção da Serra, Salesópolis, Santa Branca, São José dos Campos.
  • Núcleo de Aprendizagem de Maringá - Gradação 1
  • Total de Educadores: 4
  • Núcleo de Referencia: Londrina
  • Núcleo de Aprendizagem de São Paulo - Gradação 1
  • Total de Educadores: 9
  • Núcleo de Referencia: São José dos Campos

7.0 Educador de Essencialidades - EE

A instituição entende que conhecer a si é uma disposição íntima. Por isso caracteriza como EE todos aqueles indivíduos que admitem que sentem, em seu íntimo, as inquietações mediante a ausência de respostas que justifiquem a sua sobrevivência, que não se adaptam aos padrões de uma sociedade, que não conseguem explicar as movimentações internas pelas quais são acometidos, que se sentem ignorantes de si e querem, conscientemente, autoconhecer-se, comprometendo-se e assumindo, em si mesmos, a elaboração e o desenvolvimento de um projeto pedagógico individual.

Assim é que podemos afirmar que o indivíduo, ser essencial, considerado em toda sua integralidade, é o princípio, o fundamento e a justificativa para a elaboração e construção de um projeto que lhe sirva como plataforma básica para a estruturação da educação que atenda suas necessidades.

7.1 Apoio/Suporte ao EE

O atendimento ao educador de essencialidades é fundamental para a instituição, visto que o processo de autoaprendizagem só realiza seus mais elevados objetivos quando contempla as necessidades dos educandos. Neste sentido, a instituição ordenou algumas formas integradas de apoio aos educadores de essencialidades.

7.2 Apoio Extra-Atividade - Presencial

A instituição define a sua política de apoio extra-atividade presencial ao educador junto aos CA e CDIR/NA, devendo, os mesmos, se posicionarem de modo a colaborar com o EE, no sentido de esclarecer suas dúvidas, orientá-los em relação aos ambientes de autoaprendizagem, as atividades e a sequência de seus movimentos e outros assuntos decorrentes do processo de autoaprendizagem de modo que este tenha o máximo de aproveitamento.

Para isso, o Ambiente Integrado de Coordenadores de Atividades que é um ambiente físico que serve de ponto de atendimento aos educadores que necessitam contato com CA e que ainda tem por objetivo promover a integração e a convivência entre todos os CA e para executar os seguintes processos no Núcleo de Aprendizagem: operacionalizar a atividade a ser realizada, como a organização de salas que serão utilizadas, convocação da TI para garantir a transmissão oficial requisitada; organizar listas de presença e monitorar processos de faltas e justificativas de faltas; cadastro do quadro de horários das atividades e dos coordenadores; elaboração do plano de atividades; coordenar o evento de ajuste de calendário; gerir o arquivo físico de listas de presença e outros documentos dos educadores (dinâmicas, relatos,exercícios, etc)

7.3 Apoio Extra-Atividade - Virtual

O Portal é um AVA que é disponibilizado aos educadores por meio do qual é possível receber o apoio extra-classe dos CA, monitorar seus movimentos, acompanhar as atividades e onde o educador acessa os materiais didático-pedagógicos disponibilizados pelos respectivos coordenadores.

Conforme descrito no Capítulo 3, o AVA é constituído de Conteúdo Web, Fórum, Exercícios On-line, Portfólio e Sistema de Mensagens, os quais têm os seguintes objetivos: 1) Conteúdo Web: enriquecem os conteúdos trabalhados nas atividades por meio de conteúdos que lhe são complementares, que poderão conter hipertextos, vídeos e links para sites de interesse; 2) Fórum: neste ambiente o docente promove estudos de casos on-line, discorrendo sobre o assunto proposto, com a mediação do professor da disciplina; 3) Portfólio: caracteriza-se como um espaço para a postagem de trabalhos acadêmicos desenvolvidos, solicitados pelos coordenadores, dentro dos objetivos e critérios estabelecidos e com prazo determinado conforme calendário; e 4) Sistema de Mensagens: espaço que possibilita a comunicação para troca de informações, como avisos, comunicados e orientações entre educadores, coordenadores de atividades e conselho diretor do Núcleo de Aprendizagem.

7.4 Projeto Pedagógico Individual - PPI

O processo de autoaprendizagem, já dissemos, constitui-se em percurso, roteiro para que o EE rume à autoconsciência. Ao longo deste percurso empreende, por si e sobre si, ações de observação, descrição e exame, sendo por isso, sujeito ativo na construção de seu próprio método educacional.

Assim um Projeto Pedagógico Individual - PPI é a ferramenta que possibilita ao EE descrever suas necessidades de autoconhecimento na esfera de seu comportamento e suas repercussões nos diversos âmbitos de relacionamento e convivência (pessoal, profissional, familiar, social) e o estabelecimento de objetivos, mudanças e decisões que quer realizar por si e a partir de si, nas disposições de convivência e superação dos desafios que a ignorância impõe aos relacionamentos.

7.5 Áreas Institucionais de Atendimento do EE

Setor de Atendimento ao EE (SAE)

O SAE será uma estrutura de boas-vindas aos indivíduos no Núcleo de Aprendizagem. Único ponto de atendimento ao educador nas questões administrativas, sendo sua atribuição: realizar o pronto atendimento às demandas presenciais dos educadores e realizar os encaminhamentos necessários; facilitar a comunicação com os educadores provendo informações, documentos; orientar sobre as questões/negociações financeiras; atender as solicitações e entrega de documentos; coordenar e realizar o processo de inscrição e outras ações de caráter administrativo.

Sistema de Autogestão do Educador de Essencialidades - SAGES

O SAGES coordena e estrutura a operacionalização dos registros da movimentação dos educadores. A gestão desta movimentação é realizada de maneira centralizada com a entrada pelas estruturas do SAGES da instituição que possui estruturas internas que realizam serviços específicos dentro da gradação dos educadores e dos ciclos de autoconhecimento

8. Atores do Plano Institucional

8.1 Comissão Gestora - PTS

A Comge-PTS é responsável por todas as ações pedagógico-administrativas e por promover processos de autoavaliação das suas estruturas, de maneira permanente.

Este processo de auto-avaliação oportuniza o levantamento de dados e a análise crítica das atividades desenvolvidas que especificam as ações necessárias a serem desenvolvidas no planejamento estratégico da instituição.

Neste contexto os resultados da autoavaliação objetivam identificar os aspectos que dificultam e/ou facilitam a ação pedagógica, assim como sugerem estratégias de intervenção para corrigir rumos, consolidar sua ação pedagógica e implantar efetivamente o processo de autoaprendizagem.

Para tanto, as principais iniciativas serão a realização de REUNIÕES e os RELATÓRIOS – uso dos relatórios produzidos com dados sobre a movimentação dos educadores, nas suas diversas dimensões de atuação, para relacionar com as dinâmicas na gestão e relatórios de autoavaliação dos próprios gestores. Da análise dos relatos são então discutidos e definidos o quadro de indicadores e a construção de instrumentos para obtenção das informações; ANÁLISE DOS DADOS – tanto nos seus aspectos quantitativos (estatísticas, orçamentos, etc.), quanto nos qualitativos; ARTICULAÇÃO entre os instrumentos de avaliação externa e de auto-avaliação.

A Comge-PTS de posse dos relatórios emitidos pela Comge-NA, pelo Centro de Pesquisa e pelas Equipes Técnicas e informações próprias (reuniões, formulários próprios, pesquisa-ação,etc) redige Planejamento Estratégico Pedagógico (PEP), no qual busca estabelecer e cumprir compromissos relacionados aos diversos aprimoramentos e incrementos necessários às condições de gestão e administração da instituição nos elementos que a constituem.

Não se trata apenas de levantar dados, elaborar questionários, aplicá-los, analisá-los, produzir relatórios, publicá-los, considerando os elementos que estruturam a instituição. Esses aspectos são sim relevantes, mas o importante é ter clareza do que deve ser feito com os resultados levantados, com todos os dados e informações colhidas, de modo que o processo de autoavaliação institucional seja um efetivo e eficiente instrumento de aprimoramento dos métodos de organização, administração e de educação.

8.2 Conselho Diretor - PTS

A coordenação pedagógica é exercida pelo CDIR-PTS que atua de maneira a contribuir com os objetivos do Projeto Tempo de Ser, tratando de ações pedagógicas e administrativas de importância estratégica, para que o Conselho Diretor dos Núcleos de Aprendizagem e demais gestores, bem como os Coordenadores de Atividades cumpram suas finalidades e concretizem as suas ações de maneira integrada/conjugada, atendendo às necessidades dos educadores de essencialidades.

Assim, os CDIR/NA dispõem de acesso ao Conselho Diretor -PTS em reuniões específicas e para atendimento presencial e individual, sempre que tiver necessidade, mediante agendamento prévio, podendo ainda ser consultado pelo sistema de mensagens do Portal ou pelo seu e-mail institucional.

8.3 Comissão Gestora - NA

A Comge-NA é responsável por todas as ações pedagógico-administrativas e por promover processos de autoavaliação das suas estruturas de funcionamento, de maneira permanente.

Este processo de auto-avaliação oportuniza o levantamento de dados e a análise crítica das ações indicadas no seu planejamento estratégico, notadamente analise da integração, conjugação e articulação com o planejamento estratégico pedagógico da instituição, em todos os seus elementos.

Neste contexto os resultados da autoavaliação objetivam identificar os aspectos que dificultam e/ou facilitam a ação integrada, assim como sugerem estratégias de intervenção para corrigir rumos e consolidar sua ação pedagógica-administrativa e implantar efetivamente o processo de autoaprendizagem.

Para tanto, as principais iniciativas serão as REUNIÕES com a Comge-PTS e os RELATÓRIOS – uso dos relatórios produzidos com dados sobre a movimentação dos educadores, nas suas diversas dimensões de atuação, para relacionar com as dinâmicas na gestão e relatórios de autoavaliação dos próprios gestores. Da análise dos relatos são então discutidos e definidos o quadro de indicadores e a construção de instrumentos para obtenção das informações; ANÁLISE DOS DADOS – tanto nos seus aspectos quantitativos (estatísticas, orçamentos, etc.), quanto nos qualitativos; ARTICULAÇÃO entre os instrumentos de avaliação externa e de auto-avaliação.

A Comge-NA de posse dos relatórios de autoavaliação emitidos por seus Conselhos e pelos Coordenadores de Atividades e informações próprias (reuniões, formulários próprios, pesquisa-ação,etc) redige relatório geral de autoavaliação, no qual busca indicar os diversos aprimoramentos e incrementos necessários às condições de gestão e administração da instituição nos elementos que a constituem e que devem ser considerados e observados pela Comge-PTS, no seu planejamento estratégico pedagógico.

8.4 Conselho Diretor- NA

A coordenação pedagógica, na dimensão Núcleo de Aprendizagem, é exercida pelo Conselho Diretor-NA que atua de forma a contribuir para a execução e cumprimento das ações pedagógicas previstas, atuando de maneira integrada/conjugada com o CDIR-PTS, atendendo às necessidades dos educadores de essencialidades.

Assim, os demais gestores e os Coordenadores de Atividades do Núcleo de Aprendizagem dispõem de acesso ao Conselho Diretor-NA em reuniões específicas, para atendimento presencial e individual sempre que o educador de essencialidades tiver necessidade, mediante agendamento prévio, podendo ainda ser consultado pelo sistema de mensagens do Portal ou pelo seu e-mail institucional.

8.5 Coordenadores de Atividades - CA

O CA é responsável pela coordenação e organização metodológica da sua respectiva atividade e ainda pelo desenvolvimento do material educacional a ser utilizado, contudo, não atua de maneira isolada, integrando-se ao CDIR/NA e as Equipes Técnicas que incorporam, juntamente com ele, o plano geral da atividade, processos e procedimentos com a utilização ferramentas e tecnologias que permitem ampliar as formas tradicionais de transmissão das informações e de conhecimento, provocando uma renovação pedagógica consonante com metodologia e conteúdos próprios do processo de autoaprendizagem.

8.6 Acompanhamento, Consolidação e Avaliação

A Comge-PTS, em seus respectivos Conselhos e Diretorias realiza reuniões com os seus respectivos Conselhos e Diretorias nas Comge-NA; com o Centro de Pesquisa e com as Equipes Técnicas para acompanhamento, estabelecimento das estratégias de consolidação e para avaliação deste PI e ainda assembleias gerais ( ordinárias e extraordinárias) para deliberação de ações que atendam aos interesses da Comunidade.

Além disso, a coordenação pedagógica se reúne periodicamente com a Equipe de Pedagogia e com os Coordenadores de Atividade para avaliar fragilidades e fortalezas das atividades e seus planos gerais de aprendizagem, sendo que o resultado e conclusões desta reunião é discutida com a Comge-PTS que define estratégias de aprimoramento e adequações deste PI.

  • Periodicidade das Reuniões

As reuniões dos colegiados são programadas e atualmente são realizadas mensalmente, podendo este intervalo ser revisto conforme as necessidades observadas no momento.

  • Registro das Reuniões

Nas reuniões são escritas as atas que devidamente datadas e assinadas são arquivadas para fins de registro e arquivo documental e para acesso as informações por todos os envolvidos.

  • Encaminhamento da Reuniões

Após a realização das reuniões com a discussão e aprovação dos pontos de pauta, os encaminhamentos são feitos pelos respectivos responsáveis designados em cada reunião, dentro de sua esfera de atuação.

Este Plano Pedagógico Institucional não está findo e não está enquadrado em uma moldura estanque e engessada. Representa, como dissemos, a síntese conclusiva temporária de um período de desenvolvimento, resultado do dinamismo de uma Comunidade cujas ações geraram as definições nele descritas.

Documento aberto no mais amplo sentido, será sempre objeto de aprimoramentos oriundos de sua própria aplicação.

Comissão Gestora do Projeto Tempo de Ser

Conselho Diretor

Julho de 2014