Evolução tecnológica: o impacto da inteligência artificial na vida do homem

Evolução tecnológica: o impacto da inteligência artificial na vida do homem

Antes de adentrarmos a Era Tecnológica – Homem Moderno e abordar considerações sobre a I.A. e seu impacto na vida do homem, faz-se necessário contextualizar a humanidade em sua jornada evolutiva, pois conhecer a nossa origem é conhecer uma ponta do Iceberg do que somos hoje, nossa estrutura encefálica, nosso modo de agir, comportar, pensar e sentir.

Desde seu surgimento, a Inteligência, na condição humana, tem trilhado um percurso próprio, demonstrando que possui em si uma finalidade e uma função existencial que justificam a condição da vida que é. Mas será que temos consciência disso? Será que o homem realmente sabe qual sua utilidade e sabe também dar cumprimento a essa utilidade?

 “Em alguma época entre 3 e 2 milhões de anos, talvez numa savana primitiva, na África, nossos ancestrais se tornaram reconhecidamente humanos. Por mais de 1 milhão de anos seus antecessores australopitecinos, que caminhavam eretos mas ainda tinham pernas curtas, mãos para subir em árvores e cérebro pequeno de seus antepassados macacos, prosperaram dentro e em torno das florestas e bosques (…) Mas seu mundo estava se transformando. A mudança climática favoreceu (…) e os primeiros australopitecinos deram origem às novas linhagens. Uma dessas ramificações evoluiu com pernas longas, mãos hábeis e um cérebro enorme. Era o gênero HOMO, o primata que governaria o planeta. (Revista Scientific American, Edição Especial, O que nos faz humanos, Antropologia 1, n.º 52)

O homem, seu banco de dados em um percurso inconsciente

Este percurso constituiu-se em experiências para a inteligência humana, ou seja, cada movimentação

gerou um “banco de dados”, compondo uma realidade sem noção de nossa ação nela (inconsciência).

Novas análises científicas sugerem que a evolução recente dos humanos seguiu um curso diferente do esperado. As condições de vida moderna podem ter direcionado mudanças em nossos genes, sendo o corpo e o cérebro distintos de nossos ancestrais e que serão distintos de descendentes.

Assim, podemos considerar – como hipótese – que, além de condições ambientais, o homem (criatura precariamente ereta) evoluiu em resposta à competição pela sobrevivência física/emocional e reprodução, movido por uma necessidade que desconhecia (inconsciência).

Que necessidade é esta que moveu o homem e o move até nos dias atuais?

Talvez a fragilidade, o medo e o sentir de incompletude humana houveram feito com que surgissem os avanços científicos e tecnológicos que pudessem otimizar sua vida.

Mas porque criar estruturas próximas à nossa imagem e semelhança?

O processamento de dados existia muito antes do transistor (semicondutor de informações). Astrônomos da antiguidade desenvolveram maneiras de prever o movimento dos corpos celestes. Os gregos deduziram a forma e o tamanho da Terra. Os impostos eram somados e as distâncias mapeadas. De fato, computar sempre foi uma busca da humanidade. Logo, a era da computação nasceu quando o homem procurava ultrapassar seus limites.

Na era da informação começou-se a perceber que máquinas poderiam imitar o poder da mente humana. Assim, em 1955, John McCarthy, ultrapassando os limites da época, cria o termo – Inteligência Artificial (I.A.).

Afinal, o que é Inteligência Artificial?

É a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software. Ela possibilita que computadores tomem decisões com ajuda de algoritmos que reconhecem padrões, tornando capazes de fazer previsões, espalhando tudo que foi aprendido com todas as máquinas que estão em volta ligadas em rede.

De lá para cá, depois de muitas reivindicações e promessas, erros crassos, inicia-se um dos maiores avanços registrados na área tecnológica, surgindo duas grandes áreas da I.A. – percepção (reconhecimento de fala e imagem) e cognição (solução de problemas).

Qual seria o impacto da I.A. na vida do homem?

A maior preocupação é a falha dos humanos criadores e controladores destes Robôs, podendo estes oferecer informações ou instruções ambíguas, estando distraídos ou propositadamente.

 “Embora seja preocupante a chance de que a inteligência artificial possa ampliar erros e malfeitos, as mesmas ferramentas podem nos ajudar a reconhecer e superar nossas limitações e tornar o dia a dia mais seguro, produtivo e agradável.” (Revista Scientific American, Edição Premium, Cérebro feito em Laboratório, n.º 172, fevereiro 2017)

Projetar e implementar novas combinações tecnológicas exige criatividade e planejamento em grande escala. É tarefa que as máquinas não conseguiriam executar com eficiência.

Mediante o exposto, qual seria o futuro dos humanos? O homem corre o risco de perder sua necessidade e função na existência humana?

Portanto, o homem só perderá sua necessidade e funcionalidade na existência humana se não aprender a conhecer-se, a autogerir-se, não aprender a apropriar-se de seus conteúdos internos utilizando todo o seu potencial.

Afinal, para que você existe mesmo?

Por: Kelli Franzoe Passelli – Educadora de Essencialidades do Sistema Tempo de Ser

2018-06-06T23:32:28+00:00 31/05/2018 |Autoconhecimento, Núcleo de Birigui|1 Comentário

Um Comentário

  1. Marcio Antonio Catarin 09/06/2018 em 5:53 pm - Responder

    Tema bastante interessante e importante. Como será o relacionamento do homem com a inteligencia artificial? Tai uma boa questão para debate.

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